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Desenvolvimento Sustentável: por que o setor agrícola tem a ganhar com ele?

Muito se fala em desenvolvimento sustentável. Mas, será que as pessoas sabem realmente do que se trata? Vejo muitas ficando arrepiadas só de ouvir o termo, achando que adotar práticas sustentáveis é uma “modinha” inventada por ecologistas. Pior, um investimento a fundo perdido.

Pois não poderiam estar mais erradas.

Em um mundo onde os recursos naturais são finitos e as pressões sobre o meio ambiente aumentam, o desenvolvimento sustentável propõe soluções que garantem o crescimento econômico, o bem-estar social e a preservação ambiental de maneira integrada e harmoniosa. Em outras palavras, é um modelo que busca uma coexistência equilibrada entre o progresso humano e a preservação do nosso planeta.

Como o desenvolvimento sustentável se aplica à agricultura?

A agricultura é um dos setores que tem mais a ganhar com as práticas sustentáveis. Elas ajudam o produtor a atender à crescente demanda por alimentos de forma eficiente, sem comprometer a saúde do meio ambiente ou dos ecossistemas.
Rotação de culturas, uso eficiente da água, controle biológico de pragas e aplicação de tecnologias de baixo impacto são algumas das práticas sustentáveis que permitem que a agricultura se desenvolva de maneira produtiva e, ao mesmo tempo, proteja o meio ambiente e promova a equidade social.

A microbiologia, por exemplo, desempenha um papel fundamental na agricultura sustentável. A aplicação de bioinsumos com diferentes micro-organismos contribui para o aumento da diversidade microbiológica em monoculturas, ajudando a melhorar a saúde do solo e a produtividade das lavouras de maneira natural e ecológica. Através do estudo e aplicação de micro-organismos benéficos, como bactérias e fungos, é possível promover uma série de benefícios para o setor agrícola.

A atuação da DSMA na microbiologia agrícola inicia na bioprospecção, com o isolamento de bactérias e fungos endofíticos, rizosféricos e epifíticos quem vivem em simbiose com as plantas. Passa pelo isolamento de micro-organismos patogênicos cultiváveis e realização de análises de identificação destes micro-organismos com precisão, com a utilização de análises moleculares e bioinformática robusta. E segue com a análise completa da diversidade microbiana no solo e em tecidos vegetais (sejam micro-organismos cultiváveis ou não cultiváveis), por meio do sequenciamento de DNA total por equipamentos de nova geração (NGS).

A avaliação da lista de micro-organismos detectada em uma amostra de solo é essencial para orientar as estratégias a serem adotadas na área agricultável estudada:

- Fixação de nitrogênio: certos tipos de bactérias, como as do gênero Rhizobium, são capazes de fixar o nitrogênio atmosférico no solo, um nutriente essencial para as plantas. Isso reduz a necessidade de fertilizantes químicos, minimizando o impacto ambiental.

- Controle biológico de pragas e doenças: fungos, bactérias e outros micro-organismos podem ser usados para combater pragas e doenças de forma eficaz, sem o uso de pesticidas tóxicos. Isso não só protege a biodiversidade, mas também garante alimentos mais saudáveis para o consumo humano.

- Melhoria da saúde do solo: os micro-organismos ajudam a decompor a matéria orgânica, liberando nutrientes essenciais e melhorando a estrutura do solo, o que contribui para a sustentabilidade a longo prazo.

- Aumento da resistência das plantas: algumas bactérias e fungos podem ser usados para fortalecer as plantas, tornando-as mais resistentes a estresses ambientais, como seca e excesso de calor. 

Custos não são empecilhos para adotar práticas sustentáveis

Muitas vezes a implementação de tecnologias mais avançadas, o treinamento de mão de obra ou a adoção de novos métodos requerem investimentos em equipamentos ou insumos, claro.

Entretanto, é importante compreender que, ao longo do tempo, esses custos podem ser compensados por uma série de benefícios que resultam diretamente dessas práticas sustentáveis, como:

- Redução de custos com insumos químicos: práticas como o controle biológico de pragas e o uso de adubos naturais podem diminuir a dependência de produtos químicos caros, que frequentemente são necessários na agricultura convencional.

- Melhoria da produtividade e da saúde do solo: técnicas como a rotação de culturas e o uso de micro-organismos benéficos ajudam a manter a qualidade do solo e aumentam a produtividade das colheitas a longo prazo, reduzindo a necessidade de correções frequentes do solo.

- Economia de água e recursos: o uso eficiente de recursos, como a água e a energia, pode gerar economias significativas, principalmente em locais onde esses insumos são escassos ou caros.

- Resiliência e adaptação a mudanças climáticas: a agricultura sustentável prepara o setor para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. Técnicas de conservação do solo, o uso de cultivos mais resistentes e o manejo adequado da água ajudam as lavouras a se manterem saudáveis e produtivas, mesmo diante de condições climáticas extremas.

- Preservação da biodiversidade: ao adotar práticas agrícolas que respeitam o equilíbrio ecológico, como o uso de cultivos diversificados e a preservação de áreas naturais, a agricultura sustentável ajuda a manter a biodiversidade, essencial para a saúde do planeta e para o funcionamento dos ecossistemas.

Entendo que o conhecimento obtido nas análises moleculares dos micro-organismos presentes em solos e plantas permite que o agricultor entenda o panorama da microbiologia do solo e a tomada de decisões mais assertivas frente os desafios do campo.

Muitos agricultores e empresários do setor hesitam em adotar novas abordagens porque ainda não estão totalmente informados sobre essas vantagens.

E elas não param por aí: os impactos positivos vão além, e podem ser observados na lucratividade das empresas, tanto no mercado interno quanto no mercado externo:

- Aumento da demanda por produtos sustentáveis (mercado interno): com o aumento da conscientização sobre a importância da sustentabilidade, o mercado interno tem visto um crescimento na demanda por produtos cultivados de forma responsável e ecológica. Consumidores estão cada vez mais atentos à origem dos produtos que consomem e preferem apoiar empresas que adotam práticas sustentáveis. Isso vale para alimentos orgânicos, produtos com certificações de sustentabilidade e produtos livres de agrotóxicos. Além disso, empresas e varejistas têm se comprometido com a sustentabilidade e procuram fornecedores que alinhem suas práticas com seus valores.

- Acesso a novos nichos de mercado (mercado externo): no comércio internacional, a sustentabilidade é um ponto crucial para acessar mercados mais exigentes, especialmente na União Europeia, Estados Unidos e Japão, onde a demanda por produtos agrícolas sustentáveis cresce a cada ano. Certificações de práticas sustentáveis, como a ISO 14001, Fair Trade e certificações de orgânicos, abrem portas para novos mercados, além de agregar valor aos produtos exportados. Muitos consumidores internacionais estão dispostos a pagar mais por produtos que garantem práticas agrícolas responsáveis e que minimizam impactos ambientais.

- Aumento da competitividade: empresas que adotam práticas sustentáveis podem se destacar em um mercado cada vez mais competitivo, aproveitando-se da preferência crescente por produtos ecológicos e de qualidade.

- Incentivos e parcerias: o setor agrícola sustentável pode se beneficiar de incentivos governamentais e apoio de organizações que promovem a agricultura responsável, como subsídios, financiamento para inovações tecnológicas e parcerias com empresas de grande porte que procuram fornecedores comprometidos com a sustentabilidade.

- Valorização da marca e reputação corporativa: empresas que investem em práticas agrícolas sustentáveis ganham visibilidade positiva no mercado, o que fortalece sua imagem corporativa. Os consumidores, cada vez mais, priorizam marcas com responsabilidade ambiental, o que pode resultar em maior confiança e fidelidade à marca, além de atrair investidores interessados em empresas com práticas responsáveis.

Não dá para fechar os olhos para tudo isso. Então, para começar a explorar esse mundo de possibilidades que o desenvolvimento sustentável traz, que tal começar do micro? Sim, dos micro-organismos que podem ajudar sua operação a produzir mais e melhor. Fale com a DSMA (WhatsApp 11 93087-8188) e conheça nossos serviços de análises ambientais (micro-organismos, solo, água etc.).

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Marília Bixília Sanchez
Bióloga, Doutora em Microbiologia e CEO da DSMA - Desenvolvimento Sustentável e Monitoramento Ambiental.

 

Por: Marília Bixília Sanchez | 20/03/2025

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